root

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O presente artigo irá explicar sucintamente o que é e para que serve o Super Utilizador de sistemas Linux ROOT. Para além das definições básicas serão focados aspetos de segurança de sistemas, relativos aos cuidados a ter com a conta ROOT.


imagem ROOT é o Super Utilizador com acesso total a todos os arquivos e todas as aplicações. Este Super Utilizador existe por padrão em todas as distribuições Linux. O seu nome não pode ser alterado. Apenas a sua password.
O nome ROOT significa em inglês “raiz”. Ou seja, ROOT é a base do sistema ou raiz, e tem capacidade para aceder e gerir tudo o que existe no sistema. Da mesma forma, a base dos diretórios em Linux, se designada por / , por ser a raiz do sistema. É dentro deste diretório que ficam todas as contas de utilizadores e todos os outros diretórios. Pode consultar aqui a estrutura de diretórios do Linux.
Resumindo, ROOT é o Super Utilizador do Linux, capaz de tudo e os seus privilégios podem conceder acesso a outros utilizadores, criar utilizadores ou gerir ficheiros de outros utilizadores.

Porquê o ROOT?
O sistema operativo Linux foi concebido para ser multiutilizador, ou seja, o sistema pode ser utilizado por vários utilizadores e de forma simultânea. Para manter a integridade do sistema e manter separados e em segurança os ficheiros de todos os utilizadores, cada utilizador tem um diretório home, dentro do qual ficam os seus ficheiros e comandos. Os privilégios dos utilizadores são limitados e definidos de acordo um sistema de permissões. Com esta configuração, tornou-se necessário existir um Super Utilizador que pudesse supervisionar e administrar o sistema. Este Super Utilizador é o ROOT.
Detalhe:
O Linux foi implementado para funcionar com múltiplos utilizadores simultaneamente como forma de contornar a escassez de PCs que existia quando foi desenvolvido. Deste modo, cada utilizador poderia conectar-se ao computador central e desenvolver as suas atividades.

Nos sistemas Linux o ROOT pode assim corrigir problemas de utilizadores, conceder ou revogar privilégios, aceder a ficheiros críticos do sistema, proceder a updates de software, entre outras tarefas.
Da mesma forma que um utilizador com privilégios básicos não acede a ficheiros e processos críticos do sistema, também não acede a ficheiros de outros utilizadores.

Sistema de Permissões
A gestão dos privilégios dos utilizadores em Linux depende de um sistema de permissões que contribui para que o Linux seja considerado como um sistema seguro. Todos os utilizadores criados têm por padrão privilégios básicos e estão impedidos de executar tarefas que são da competência do utilizador ROOT.
Tendo em conta os privilégios do ROOT é aconselhado que esta conta só seja utilizada para gestão do sistema. O Proprietário do sistema deverá assim ter uma conta com um utilizador normal e, só quando necessita, assume o papel de ROOT através do comando su ou sudo .

Detalhe:
Em grandes organizações é comum existirem vários administradores de sistema que desempenham as suas funções na sua conta de utilizador com privilégios básicos e, pontualmente quando têm de desempenhar tarefas críticas, assumem os privilégios de ROOT.


SU e SUDO
Como forma de evitar que a conta ROOT seja utilizada de forma descuidada ou mesmo para evitar que um pequeno erro ponha em causa todo um sistema, os Administradores de Sistemas nunca devem utilizar o sistema com a sua conta ROOT. Devem sim entrar no sistema com o seu utilizador normal e só quando necessitarem de executar ações críticas assumem os privilégios do ROOT. Esta tarefa pode ser feita com recurso a comandos como su ou sudo .
Estes dois comandos permitem a um utilizador normal saltar para a conta ROOT de um sistema sem ter de recorrer a um novo login. Por exemplo, caso o utilizador “João” queira assumir os privilégios de root ele digita em seu terminal su . O sistema pedir-lhe-á a password de ROOT que o João deverá introduzir e passará a estar no sistema como root e não João.
Para voltar à sua conta de utilizador e abandonar a conta ROOT o João tem de escrever exit + enter ou pode pressionar em seu teclado Ctrl + d .

Em alternativa ao comando su , uma tarefa crítica pode também ser realizada com recurso ao comando sudo . Em comparação ao comando su, o sudo permite um maior controle do sistema na medida em que é possível configurar que utilizadores têm privilégios para utilizar o sudo, que comandos estes utilizadores podem utilizar ou mesmo, por exemplo, solicitar que passados 10 minutos sem atividade o sistema lhes exija que se voltem a autenticar.
Neste caso não é necessário que os utilizadores tenham acesso à senha do ROOT. As configurações do SUDO realizam-se no ficheiro /etc/sudoers .

Por ser tão poderosa, a conta ROOT é muito perigosa e tem de ser gerida com precaução. Certifique-se por isso que atribui a esta conta uma senha forte e que não a cede a ninguém, salvo se for estritamente alguém da sua confiança e com capacidade para perceber a responsabilidade que esta conta acarreta.

Ficamos por aqui neste artigo onde explicamos o que é o ROOT em Linux e abordamos os comandos su e sudo . Esta foi uma abordagem muito geral, indicada para um utilizador iniciante.

Esperamos que tenha gostado.
Divirta-se!
A equipa Linuxando.

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Dica Linuxando

Ativar relógio na linha de comandos

[root@linuxando] >_

xclock


Submetido por Andre

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